Munique: onde ficar, onde comer, o que fazer e etc #viagens #post2

A viagem aconteceu esse ano, entre os dias 16 e 20 de junho. Chegamos a partir de Amsterdam, mas, saindo do Brasil, há opções interessantes de voos diretos pra Frankfurt (bom pra viabilizar a Rota Romântica, de carro, até Munique) e, mais recentemente, a Condor lançou um voo direto Recife/Munique, às terças-feiras (aliás, a Condor se revelou uma ótima surpresa, no voo que fizemos Fortaleza/Frankfurt). Enfim, chegamos à Munique por uma companhia low cost, a Transavia, mas confortavelmente, com bom espaço para as pernas (tenho 1,80 m).

Antes de falar da cidade propriamente dita, uma questão intuitiva: muitas atrações da Alemanha, como um todo, invariavelmente fazem referência à Guerra Franco-Prussiana (1870/1871), às duas Grandes Guerras e à Guerra Fria. Assim, ainda que conheçamos esses eventos dos nossos estudos escolares, acho que a viagem se torna mais enriquecedora se refrescarmos a memória com leituras/vídeos/filmes (p. ex, Canal Nostalgia, no YouTube; Hitler, uma Carreira, no Netflix e etc). 

Mas vamos às dicas!

Onde ficamos

Augusten Hotel Munchen. Reservamos pelo Booking (tinha uma nota acima de 8 e um preço na realidade da cidade). Ótimo hotel, bastante confortável e com excelente localização. Fica a poucos metros da estação central de trem/metrô. É possível ir a pé para o Jardim Botânico e para a MarienPlatz, a praça mais famosa da cidade. Em frente ao hotel, do outro lado da rua, há um minimercado e um café (humm gostei muito do croissaint de Milka desse lugar!). Na esquina, sentido sul, há um café mais arrumadinho, bem bacana também, num estilo americano. Igualmente próximo tem o Café Kosmos, mais estilo bar, e com um ótimo hotdog com salsicha local.

Onde comemos:

Hofbrauhaus. É a cervejaria mais famosa da Alemanha. É ponto turístico. Imperdível. Sempre há uma bandinha de música típica por lá. Comidas típicas da Baviera (salsichas, joelho de porco, pretzel). Gostei particularmente do pretzel. Bom para almoço/jantar.

Biergarten da Torre Chinesa, no parque Englischer Garten. Já disseram que o pub está para Londres como o biergarten está para Munique. E o biergarten mais famoso e antigo de Munique é justamente o da Torre Chinesa. Ao lado da Hofbrauhaus, faz a casadinha de programas gastronômicos imperdíveis. Bacana ir num sábado ou domingo pela manhã. Na torre também toca banda típica. A comida é a da Baviera. O pulo-do-gato: por lá vendem a caneca da Hofbrau, enorme, de vidro, por menos de 3 euros! Literalmente um negócio da China! Na cervejaria da Hofbrau, a Hofbrauhaus, essa mesma caneca é bem mais cara! Apesar do trabalho de transportar essa caneca (eu vim com ela no colo, no avião), é um excelente souvenir!! Mais típico que isso, só um chapéu com penas e uma bermuda de couro!



Ratskeller. É um dos restaurantes mais incríveis que já vi. É enorme (não é exagero) e subterrâneo. Fica embaixo da Marienplatz. A decoração é linda e há vários ambientes. Gostei muito do joelho de porco de lá. É um pouco caro, mas vale a pena. Bom para almoço/jantar.

Augustinerkeller. É também um restaurante típico, mas mais no estilo Biergarten, com grandes jardins. Fica bem próximo ao hotel Augusten. É bacana, mas a culinária é bem parecida com o Hofbrauhaus e com o Ratskeller. Aquela história: joelho de porco, linguiças, cervejas, tal…Bom pra almoço/jantar.

- Uma ótima dica pro café da manhã (não reservamos o hotel com café), tipo programa 2 em 1: na Marienplaz tem o show do relógio cuco. Acho que é às 11h (mas há outros horários, a depender da época do ano). Então, é bacana programar pra conhecer a Marienplatz pela manhã e tomar café na sacada de um prédio, vendo o movimento da praça. Uns 15 min antes do cuco, vale descer e assistir à apresentação do solo. O café da manhã é sensacional, super reforçado, com pães, queijos, geleias, frutas, iogurtes e etc (uns 20 euros, o casal). Adoramos. Anotem o nome: Café Glockenspiel, na Marienplatz, 28, 5º andar.

Passeios na região de Munique:

- Englischer Garten. É muito agradável. No programa Destino Certo, do + Globosat, foi eleito o melhor parque da Europa. É enorme, maior que o Central Park. O que fazer: além de um piquenique, sair andando sem destino, encontrar o riacho que atravessa o parque e, no setor sul, ver a galera pegar onda nesse mesmo riacho! Isso mesmo! Surfe! Como a água é muito límpida, vale a pena levar roupa de banho. Me arrependi de não ter tomado banho direito. De tanta vontade de entrar, entrei com calça e tudo, pra molhar as canelas! Ah, vale a pena também ir em busca de um grande lago, com patos e cisnes, que fica em frente a um biergarten que vende excelente peixe na brasa (esse biergarten fica próximo ao da torre chinesa). É passeio pra ir mais de uma vez: uma no biergarten chinês, outra no do peixe na brasa… OBS: esse programa de ver o surfe não é tãaao conhecido no Englischer Garten. Eu perguntei a um garçom, e ele nunca tinha ouvido falar. Mas, como tinha visto na dica no + Globosat, pesquisei no Google, Googlemaps e, no outro dia, retornei, seguindo uns caras com roupas de surfe, pro exato local do parque.


Esse peixe na brasa foi uma grata surpresa!

Caiu? Vem o próximo da fila!

Odeonplatz. É uma praça bonita, local de manifestações políticas, palco, por exemplo, de uma famosa foto do alistamento de Hitler para a 1ª Guerra. Por lá, costumam armar feirinhas nos fins de semana. Bem pertinho de lá, há uma outra atração famosa: o Residenz. O Residenz é tipo um antigo palácio dos governadores da Baviera. Extremamente luxuoso. Infelizmente, não há audioguia em português. Do lado de fora, há um teatro, inaugurado por Mozart. Eles têm um pacote pra conhecer tudo (incluindo uma Casa do Tesouro), mas só fizemos o Residenz mesmo.

- Passeio a pé na região da Asamkirch: a Asamkirch (kirch é igreja, em alemão) é uma igreja famosa, de ouro, do Sec. XVIII. Perto de lá, ao final da rua, tem um portal. Vale a pena passear pelos arredores e chegar a um mercado famoso (ao ar livre, tipo feirinha), o Viktualienmarkt.

- A manhã inteira de um dia reservamos para Dachau, nos arredores de Munique, cidade onde está sediado o 1º campo de concentração nazista. O passeio dura umas 3 horas. Há audioguia em português. Fomos de carro, mas é possível ir de trem. Apesar do clima pesado, vale muito a pena, pois, inseridos no palco da maior atrocidade já feita com seres humanos, há um reforço do sentimento de combate a qualquer sinal de perseguição e discriminação. Entrada gratuita, mas com aluguel do audioguia.


"O trabalho liberta": cínica inscrição nazista na entrada do Campo de Dachau

- Reservamos um dia inteiro pro bate a volta ao Castelo de Neuschwanstein, em Fussen. Fomos de carro, e seguimos à risca esta dica sensacionalRoteiro do Blog "Viaje na Viagem"

Foi o ponto alto (literalmente) da viagem. A única diferença do roteiro do Viaje na Viagem foi que, ao final do castelo, em vez da plantação de morangos, seguimos de carro pro centrinho de Fussen, que é muito charmoso. Tomamos um ótimo sorvete por lá, numa tarde de domingo. Saímos de Munique umas 7h30 e retornamos por volta das 18h.

- Infelizmente não fizemos o Museu da BMW, o Parque Olímpico nem o Nyphemburg Palace. O museu da BMW, que fica vizinho ao parque olímpico, não abre às segundas-feiras, que era o dia que tínhamos disponível. Fica pra próxima.

Transporte: Como estávamos com um casal de amigos, e queríamos fazer uma road trip até o Castelo de Neuschwanstein, em Fussen, pegamos um pacote de 4 dias de carro. No entanto, como os estacionamentos são muito caros, e a cidade é extremamente bem servida de transporte público (“tram” - tipo VLT -, trem, metrô e ônibus) - além de inúmeras ciclovias -, a dica é alugar carro apenas por 1 dia, e só se tiver o sonho de rodar numa Autobahn (sem limite de velocidade) pela região de Munique…

Clima: Em junho, estava ótimo. Amanhecia uns 18º C e ia esquentando ao longo do dia. Às duas da tarde, parecia Nordeste do Brasil.

Pessoas: Alemão tem fama de sisudo. À primeira vista, realmente é a impressão. Mas, na maioria das vezes, após uma simples abordagem para informações, o pessoal se abre e se torna simpático e atencioso. Fomos muito bem tratados.

Idioma: Se não vai morar por lá, o inglês intermediário é suficiente. Muitos restaurantes disponibilizam cardápios em inglês e 80% dos alemães, se não dominam esse idioma, ao menos têm uma boa noção, o que viabiliza o contato.

Impressões gerais: cidade limpa, pessoas elegantes e bela arquitetura. Muitos prédios foram reerguidos, no mesmo estilo, no pós-Guerra. A região é bastante rica. Quando chegamos em Berlim, por exemplo, alguns comentaram “ahhh, mas vocês vieram de um lugar muito rico...”. Munique, até breve!

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