Berlim: o que fazer, como se locomover #viagens #post4
Onde passeamos:
- Checkpoint Charlie: Era um dos postos militares que ficavam ao longo do Muro de Berlim. Pelo alfabeto da OTAN, “C” era “Charlie”, logo, como esse era o posto “C”, os Aliados assim se referiam ao local. Além de uma cabine militar com atores fazendo as vezes de soldados, há um poster com soldados americano e soviético, o primeiro olhando pro leste; o segundo, pro oeste. Há várias lojas de souvenirs, com produtos, em sua maioria, fazendo referência à época da Guerra Fria. Achei bem interessante sentir a atmosfera do lugar. Vale gastar alguns euros levando um pedacinho do Muro de Berlim para amigos e parentes!
![]() | ||
Checkpoint Charlie. Ao fundo, os encamamentos expostos, típicos da Alemanha Oriental.
|
- Alexanderplatz: todos os guias de Berlim incluem essa praça como atração. Sinceramente, não gostei. Apenas um lugar amplo, com aspecto comercial, e com gente esquisita nos arredores. Não passa uma sensação de segurança. Para quem curte tecnologia, há uma super loja de produtos de informática, de vários andares, chamada Saturn. Ah, a única coisa legal da praça é que, por lá, está situado o mais famoso cartão postal da antiga Alemanha Oriental: a Torre de TV. Outra dica: quem quiser comprar algo em loja tipo “fast-fashion” (malas, meias, roupas simples, por exemplo), há uma grande loja da rede Primark.
- Torre de TV: como disse no tópico anterior, programe um passeio para conhecer a Torre de TV, não a Alexanderplatz, que, na verdade, será apenas um nome para você se situar na descida do metrô. O passeio da torre é imperdível. Trata-se de uma obra erguida pelo governo da Alemanha Oriental na tentativa de demonstrar o sucesso do país. Lá em cima, no globo, há um restaurante, um bar e um janelão 360º com a descrição dos principais pontos da cidade. A cidade é plana e, do mirante, é possível ter uma vista de longo alcance.
![]() |
| A Torre |
- Portão de Brandemburgo: acredito que, ao lado da Torre de TV, é o maior símbolo da cidade. Data do Séc. XVIII e possui uma quadriga que foi objeto de uma história curiosa: em 1806, durante a ocupação de Berlim pelos franceses, Napoleão levou a obra para Paris. Em 1818, ela foi recuperada pelos prussianos e lavada de volta ao Portão. Como símbolo da vitória da Prússia, a quadriga ganhou uma cruz e uma águia (isso me fez lembrar aquela brincadeira infantil da “barra-bandeira” rsrs). Foi palco, ainda, de um famoso discurso de Ronald Regan desafiando Mikhail Gorbachev a destruir o Muro de Berlim. Vale casar o programa com o passeio pela avenida Unter Den Liden, que fica aos pés do monumento, e que era a principal via da Alemanha Oriental.
- Museu DDR. DDR é a sigla da República Democrática Alemã, nome oficial da antiga Alemanha Oriental. Durante as pesquisas sobre Berlim, vi que a cidade era recheada de museus, e que seria praticamente impossível esgotá-los numa viagem curta. Logo, a dica dos blogs era escolher ao menos uns três, dentre os quais o DDR. Tiro certo. O museu é interessantíssimo! Pra começar, o local é sinônimo de interatividade. Isso mesmo, você pode cutucar, abrir, fechar, mexer em todos os cenários e objetos que remetem à antiga Alemanha Oriental. Para se ter uma ideia, há uma réplica de um apartamento, com todos os cômodos, com TV passando a programação da época (você pode trocar os canais, por exemplo), janelas com projeções da antiga cidade, e todos, realmente todos, os objetos de uma casa real: você abre a gavetas da cozinha, dos quartos, e está tudo lá, como se o dono da casa estivesse saído e você entrado pra bisbilhotar. Até mesmo o som da descarga do vaso sanitário é simulado. Vale brincar de desafiar sua companhia de viagem a tentar encontrar algum objeto...Ah, e dentro dos armários e gavetas há sempre um painel luminoso contando a história daquele ambiente. Do lado de fora do apartamento, interessante o simulador do Trabant (percorre as ruas de Berlim, projetadas dentro do parabrisa), carro fabricado entre 1957/1991, mas que tinha longas filas de espera (anos, na verdade). É um carrinho simpático, mas bem tosco. Lado curioso: com a queda do muro, muitos alemães orientais, se dando conta do atraso do Trabant, abandonaram seus carrinhos pelas ruas. Ainda hoje, no entanto, é possível fazer um passeio turístico em Berlim a bordo dessa máquina :) A atração fica próxima à Alexanderplatz e ao Hackescher Markt.
![]() |
| Simulador do Trabant |
- East Side Gallery. Não sei se já falei que, por onde o muro passava, existe um traçado de tijolo pelas ruas da cidade. O East Side Gallery, no entanto, é um dos poucos lugares onde o muro permanece de pé (outro local onde é possível avistá-lo é no museu Topografia do Terror), formando uma grande galeria de arte a céu aberto. O East Side fica à beira do Rio Spree (a cidade é cortada por rios, oferecendo passeios de barco ao estilo Amsterdam), vizinho ao bairro hipster Friedrichshain (vale bater perna por lá!). Destaque para o grafite chamado “Meu Deus, Ajude-me a Sobreviver a Este Amor Mortal” (obra de Dmitri Vrubel), que retrata um cumprimento fraternal (sem conteúdo sexual) entre os socialistas Leonid Brejnev (Secretário-Geral do Partido Socialista da ex-URSS) e Erich Honecker (presidente da Alemanha Oriental), em 1979, durante o 30º Aniversário da Alemanha Oriental. É o grafite preferido das fotos turísticas!
![]() |
| Viva o amor! |
- Ponte Oberbraumbrüke. Linda construção, vizinha ao East Side Gallery. Ligava as duas Alemanhas. O projeto atual é do final do Séc. XIX. Corta o Rio Spree e, de cima dela, é possível ver a obra Molecule Man e a Torre de TV. Liga os bairros de Friedrichshain e Treptown. A foto por aqui também é obrigatória!
![]() |
| Oberbraumbrüke |
- Topografia do Terror. É um museu situado onde funcionava a base da polícia nazista (é possível ver o alicerce do prédio). Possui um enorme mural de fotos contando a história da Alemanha no Séc. XX, com muitos detalhes das duas Guerras, da ascensão de Hitler, da Berlim destruída e etc. Na frente do museu, há uma parte, ainda de pé, do Muro de Berlim. Interessante fazer esse programa junto com a Postdamerplatz, pela extrema proximidade.
- Postdamerplatz. Linda praça. Ambiente pulsante e com ruas arborizadas nos arredores. Na praça está situado o primeiro semáforo da Europa. Quando fui, havia exposições, como uma feirinha da Baviera.
- Região do Hackescher Markt. Essa localidade demonstra que Berlim é uma cidade bem heterogênea, sem uma única cara. Como viemos do outro lado da cidade, da região do Tiergarten, descemos na estação de trem de mesmo nome. A estação, em si, já é muito bonita. Caminhe em direção à feirinha e se perca pelos arredores. Muitas lojinhas de presentes, mágica/fantasias, cultura geek e cafés.
- Memorial do Holocausto. Mais de 2 mil blocos de cimento simbolizam os aproximadamente 6 milhões de judeus mortos pelos nazistas. Percebe-se um profundo respeito ao local. No subterrâneo, há um museu contando a história da perseguição sofrida pelos judeus em toda a Europa. É gratuito. Possui audioguia em português. Destaque fica por conta de uma sala, escura, na qual são narrados os nomes de milhares de judeus mortos/desaparecidos.
![]() |
| Memorial do Holocausto. Ao fundo, parte do imenso Tiergarten. |
- Bunker de Hitler. A poucos metros do Memorial do Holocausto ficava o esconderijo do maior genocida de nossa história. Propositadamente, não há alarde nem exploração turística do lugar, nele funcionando um simples estacionamento de veículos. De todo modo, uma placa, com o mapa do bunker, avisa que ali morreu Hitler. Por via das dúvidas, não recomendaria sair perguntando onde fica o local. Numa busca pelo Google, a partir do Memorial do Holocausto, facilmente você encontrará esse lugar de atmosfera pesada, mas inegavelmente histórico.
![]() |
| O bunker |
– Região da Kuffürstendamm. Essa era a principal avenida da Alemanha Ocidental. Vale descer na estação de metrô de mesmo nome, avistar a famosa igreja Kaiser-Wilhelm-Gendächtnis-Kirch (cuja cúpula, destruída na 2ª Guerra, propositadamente foi assim mantida, como alerta à humanidade) e seguir em direção às grandes lojas de departamento, com destaque para a KaDeWe (2ª maior loja da Europa, templo das roupas de luxo, e que conta com setores curiosos, como o só de gravatas borboletas).
Transporte:
A cidade é bem servida de transporte público. Atenção: não há guichês ou catracas para venda/controle de bilhetes de metrô/tram/ônibus/trem. Você deve comprar seu bilhete nas máquinas localizadas nas estações e validá-lo em outras maquinetas, menores, que ficam fora dos vagões. Caso algum fiscal lhe pegue com um bilhete sem validação, há um multa pesada, além de um constrangimento que ninguém quererá passar. Com um mapa da cidade na mão, observe que as linhas verdes (“S”) são destinadas aos trens urbanos (boa alternativa para trajetos mais distantes, dentro da cidade), enquanto as linhas azuis (“U”) são destinadas ao metrô. Um único bilhete, diário, lhe dá direito a utilizar todo o sistema, incluindo tram (VLT) e ônibus. Salvo engano, esse bilhete custava 7 euros.
OBS: saindo do aeroporto de Tegel, necessariamente você terá que pegar um ônibus. Durante o trajeto do ônibus, use o google maps pra localizar a estação de metrô mais próxima à sua parada. Quando saí do aeroporto, desci numa estação próxima ao Tiergarten e, de lá, peguei o metrô até Spitellmarkt.








Comentários
Postar um comentário